Não sei. Faz sol lá fora. Aqui dentro, no apartamento, as luzes estão desligadas. O sol ilumina tudo. E faz bem. As pessoas se sentem melhor sob as rajadas luminosas do sol. Sem ele, tudo fica mais triste. Em dias nublados, ocorrem mais suicídios, certamente. Em Londres, no Museu de Arte Moderna, havia, tempo atrás, um solzão artificial no teto de uma das salas. Na verdade, eram espelhos dourados, que refletiam as pessoas, normalmente deitadas no chão. Lá, o sol verdadeiro não se expõe tanto. Por isso, a exposição artificial fez tanto sucesso. Pessoas ficavam horas e horas deitadas lá, e achavam divertido. Aqui temos o sol ao nosso alcance, ainda mais hoje. E estou me divertindo? Não, estou escrevendo no blog. Mas isso deveria ser divertido. O que há para ser escrito ainda? O que é que vai mudar alguma coisa, provocar reações, estabelecer novas associações mentais, impingir pensamentos diferentes, estimular neurônios pouco afeitos ao exercício? Me agrada essa história de não ir para um parágrafo novo. Ali é um mundo perigoso, onde tudo começa novamente. Prefiro me manter aqui, pois já estou acostumado. Tenho receio de descer ali e não conseguir mais digitar. Posso trancar na hora, ficar aflito, pensar: mas como continuar meu pensamento a partir daqui? Então, não vou usar parágrafos novos, pelo menos neste post. O blog começou hoje, mas não sei ainda o que há para ser escrito. Vou dar uma olhada nas notícias.
Compartilhe!Posts Relacionados:

sem comentários até agora ↓
Ainda não há comentários. Mas não tenha medo, vá em frente. Não dói nada.
Deixe seu comentário!