Acordei atrasado para o trabalho, como sempre. Levantei e juntei algumas roupas para vestir depois do banho. Empilhei-as na cadeira e, no momento em que dirigia minha visão para a porta do banheiro, meus olhos foram cooptados pela movimentação de um bicho estranho em cima da cama.
Não tive dúvida. Agarrei o violão que estava ali ao lado e parti pra cima do bichinho pequeno que invadira meu território. Sem piedade, esmurrei o inseto ou o que quer que fosse aquilo com a parte de trás do violão. Depois de umas três investidas, decidi verificar a situação.
Ainda me perguntava, abalado pelo sono, como aquele animal havia parado ali. Voando? Arrastando-se? Será que deixara um rastro de meleca no local do assassinato? Será que esse era irmão de muitos? E se esses “muitos” fossem maiores e mais perigosos? Foi quando me aproximei e percebi que aquilo não era bicho nem animal nem inseto.
Era uma ervilha.
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2 comentários até agora ↓
1 Carlos // 29/01/2008 às 22:18
no gustavo há muito mais do que se espera encontrar….
2 João "Paquito Erótico" Kolling // 30/01/2008 às 9:43
uma ervilha inocente…AHHH ÉÉÉ????
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