entrei pela porta de trás e ouvi do taxista: “Pedro, quanto tempo, hein?”. olhei para ele sem reação. Normalmente, perguntam “Para onde?”. Desta vez, o tal do Pedro.
Ele olhou de novo pelo retrovisor, ansioso pela minha resposta. Viu minha cara de qualquer coisa menos Pedro e disse: “Ah, desculpa, pensei que fosse o Pedro”.
Eu assegurei-lhe que não tinha problema e contei-lhe o meu destino. Ele não disse nada até o fim da viagem.
Na saída, falei: “Tu gosta do Pedro, né?”. Ele concordou, visivelmente abatido.
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