Entrei no táxi, me acomodei e, antes de pensar em qualquer coisa, escutei o motorista dizer: “hrrghh sshh bvvaam”. Olhei para ele, atônito, olhos arregalados e boca semi-aberta devido à indefinição das palavras que sairiam dela a seguir.
Respondi: Ipiranga com a Érico. Ele arrancou. Para evitar novos diálogos absurdos, mirei a janela e decidi permanecer assim até a chegada ao trabalho.
Alguns minutos depois, no entanto, ouvi algo parecido com isto: “imbu negvand skakxon, né?”. Eu fiz um “huh?”. Então ele disse algo completamente diferente, que me pareceu “ibwungu detite vunis, né?”. O “né” eu identifiquei com facilidade. O resto todo não fazia sentido.
Por isso, chutei: “Vai pela João Pessoa e depois pega a Venâncio”. E ele foi. Ou acertei o que o homem dissera, ou ele faria esse caminho de qualquer forma e me perguntara, na verdade, como fora o meu carnaval.
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