Aqui está um ator que eu admiro: Dustin Hoffman.

Ele parece ser um cara extremamente divertido. Nessa entrevista a seguir, ele ri bastante ao fazer a sua confissão. Dustin Hoffman adora soltar um bom e relaxante peido e gosta do cheiro das flatulências de sua autoria. Mas ele deixa claro uma coisa: não gosta do peido dos outros.
Admitir isso com tanta objetividade e desprendimento soa quase surreal para um gênio do cinema. Não imagino nenhum outro ator revelando uma intimidade com tamanha desenvoltura.
Eu sempre gostei de Dustin Hoffman. Todos os seus papéis carregam algo especial. Não é só o tamanho do nariz dele, como ele gosta de lembrar em entrevistas. Ele age com uma naturalidade tão grande, que assusta. Não tenho a mínima idéia de quando ele está interpretando e de quando ele está sendo ele mesmo. Certamente, há um pouco de Dustin Hoffman em cada papel que ele interpreta, mas o quanto se configura um mistério. Essa pequena parcela de sua essência que ele infunde nos personagens dota-os de pequenos trejeitos e olhares que valem por um filme inteiro.
O cara é bom tanto no drama quanto na comédia. Rain Man constitui-se exemplo do primeiro tipo de filme, e Entrando Numa Fria Maior Ainda, do segundo. Em Entrando Numa Fria Maior Ainda, com algumas movimentações iniciais e sua primeira fala, já merecia uma medalha e um Oscar do humor. Gimme Some Love, diz o Focker (pai do personagem do Ben Stiller), e beija o Robert De Niro na bochecha.

Para mim, o filme Mera Coincidência, de 1997, traz uma de suas melhores atuações - talvez só perca para Rain Man. É a história da campanha de um presidente dos Estados Unidos que está tentando a reeleição. A poucos dias da votação, surge a notícia de que ele está sendo acusado de ter atentado contra as virtudes pueris de uma adolescente na Casa Branca. Enquanto o presidente se prepara para voltar de uma viagem à China, o seu estrategista, interpretado por Robert De Niro, contrata um produtor de Hollywood (Dustin Hoffman) para criar uma guerra e distrair a opinião pública.
A guerra é criada, e a tese de que se pode forjar uma verdade desde que ela passe na televisão se sustenta. Monta-se um pequeno filme de uma garotinha fugindo de bombas, convoca-se o Willy Nelson para criar uma canção e subverte-se um ex-prisioneiro em herói de guerra. Tudo isso seria extremamente fantasioso se não houvesse um ótimo elenco e um roteiro cheio de diálogos inteligentes e falas significativas. A Albânia torna-se o inimigo, o escândalo é esquecido. E, para os incautos, um aviso: o filme foi rodado antes do caso Monica Lewinsky - Bill Clinton.
Robert De Niro e Anne Heche estão nesse filme, mas quem rouba a cena é Dustin Hoffman. Talvez o segredo esteja nos gases. Ou no poder de rir - e confessar - a adoração às suas próprias flatulências.
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5 comentários até agora ↓
1 handleless // 15/04/2008 às 19:40
In Little Big Man ( 1970 ) Dustin Hoffman was Jack Crabb, the man who told all the history.
[first lines] Jack Crabb: I am the sole white survivor of the battle of Little Big Horn.
Younger Bear: I have a wife. And four horses.
Jack Crabb: I have a horse… and four wives.
Old Lodge Skins: There is an endless supply of white men. There has always been a limited number of human beings.
2 handleless // 15/04/2008 às 19:51
Em Papillon ( 1973 ) ele era Louis Dega, um falsário. Neste filme ele foi um tanto ofuscado pelo insistente Steve McQueen .
3 gustavo // 16/04/2008 às 0:47
Handless sempre contribuindo com informações ASSAZ pertinentes.
Muito boas as falas do primeiro. Tu já olhou Mera Coincidência?
4 Carol // 16/04/2008 às 12:53
Gimme Some Love!!
Gimme Some Love!!
Gimme Some Love!!
Gimme Some Love!!
Ele eh um ator muito versatil mesmo!!! Muito bom ele!!
5 handleless // 16/04/2008 às 19:12
Handless sempre contribuindo com informações ASSAZ pertinentes.
Muito boas as falas do primeiro. Tu já olhou Mera Coincidência?
É HANDLELESS , ainda tenho as duas mãos.
Gostei do assaz. Mas ainda não vi Wag the Dog,
mas ceertamente verei em breve
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